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Engenho Central
Escrito por Administrator   
Qua, 01 de Abril de 2009 16:10

Com área verde de 80 mil m2 e área construída de 12 mil m2, o Engenho Central, patrimônio de Piracicaba, hoje é conhecido pelo seu espaço cultural, artístico e recreativo. A idéia de se criar grandes engenhos, no século XIX, era centralizar a produção de açúcar e álcool usando máquinas e substituindo o trabalho escravo pelo assalariado. Em janeiro de 1881, Estevão Ribeiro de Souza Rezende, o Barão de Rezende, fundou o Engenho Central de Piracicaba, na Fazenda São Pedro, na margem direita do rio Piracicaba.

 

As primeiras máquinas chegaram da França em 18 de novembro de 1881 e montadas sob a coordenação de Antonio Patureaus e Fernando Desmoulin. Prontas, as máquinas foram acionadas em outubro do ano seguinte. Mas em 1888 o Barão de Rezende pediu concordata devido às dificuldades de importação de maquinário, pouca matéria prima e a concorrência dos pequenos engenhos movidos pelo trabalho escravo. Em abril de 1899, a Societé de Sucrérie Brèsiliennes, fundada por Fernand Doré, em Paris, na França, compra o Engenho Central e em maio Holgen Gensen Koh assume a gerência.

Em 25 de julho de 1899 é inaugurada a chaminé, com 41 metros de altura. No dia 4 de outubro eram inauguradas a moenda e duas caldeiras movidas a bagaço de cana, podendo produzir na safra seguinte duas mil arrobas de açúcar por dia. O Engenho Central de Piracicaba tornava-se o maior do Estado de São Paulo e a Societé de Sucrérie Brèsiliennes assumiu a liderança nacional na produção de cem mil sacas de açúcar e três milhões de litros de álcool ao comprar outros seis engenhos.

A produção de açúcar e álcool foi a salvação econômica de Piracicaba, que vivia da cafeicultura, até a crise da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, quando o preço do café despencou. Os pés de café foram substituídos pelos canaviais. Com o bom preço do açúcar no mercado internacional, o chamado ouro branco chegou a ser responsável na década de 1960 por 75% da produção agrícola. Para atender a demanda, o Engenho Central passou por ampliações nas décadas de 40 e 50. Piracicaba se expandia e chegava nos limites do Engenho Central, o que dificultou a sua operação e em 1970 foi vendido para as Usinas Brasileiras de Açúcar S/A, que o desativou quatro anos depois.

Com o fim da produção, as suas terras foram loteadas e o prédio do Engenho Central foi tombado como patrimônio histórico, cultural e ambiental, pelo Condepac - Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba - em 11 de agosto de 1989. Atualmente o Engenho Central, pode ser acessado atravé de uma belíssima ponte pênsil, e as belezas naturais do Salto do Rio Piracicaba, assim como o Parque do Mirante tornam este passeio inesquecível.

Serviço:
Avenida Maurice Allain, 454 - Vila Rezende; Telefone (19) 3421-2535
Horário de funcionamento: de 2a a 6a feira das 8h às 11h e das 13h às 18h e sábados, domingos e feriados das 9h às 17h.

 

 


 

Última atualização em Ter, 29 de Setembro de 2009 15:00
 
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