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"Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Oséias 6:3)
Julguem o que julgam ser julgamento, antes de julgarem com jugo
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Escrito por saulo   
Ter, 09 de Outubro de 2012 18:27

Recentemente vivi um a experiência bastante interessante. Escrevi um artigo sobre a política da nossa cidade, e para a minha grande surpresa, criou-se um fórum sobre o tema abordado, dentro em fora da esfera municipal. Pessoas até fora do Estado de São Paulo e do Brasil fizerem suas ponderações, via Face e E-mail. Pastores, líderes cristãos, leigos, familiares, empresários, dentre outros.
O tema ainda é bastante polêmico, e certamente sempre o será, contudo trago em mim algumas convicções sobre o assunto, e outras poucas ponderações que me são insertas e inseguras, e portanto estão sendo construídas.
Percebi que algumas pessoas se manifestaram assustadas com a minha posição, contudo, para aqueles que caminham ao meu lado, acredito que não ficaram surpresos, talvez apenas pela minha atitude de “gritar” para todos ouvirem.

 

Cansei de ser conivente com o erro que vejo e não enxergo, que escuto e não ouço. Aquele que nunca viveu ou vive este conflito, que atire a primeira e todas as pedras !
Para aqueles que fazem parte do aprisco que pastoreio, não houve nenhuma novidade. Sempre tenho tentado, no mínimo, sinalizar as pessoas da incoerência da Igreja em enamorar a política. Discrepância esta, não porque sou contra cristãos na política, mas porque a maneira como quase tudo tem sido feito, é duvidosa, tendenciosa, muitas vezes chega à imoralidade e injustiça. Digo muitas vezes e NEM SEMPRE, por favor; os críticos de plantão, leiam com mais atenção !
Para mim, ter pastor na política deve ser algo realmente dirigido por Deus, certamente exceções e não regras, para que o infinito do divino não se restrinja ao limitado do humano. Aliás, deixo claro que ninguém me pagou algum valor ou prestígio algum para confeccionar minhas opiniões. Não trabalhei em favor destes ou em detrimento daqueles. Sou livre !

Não quero mamar nas tetas da Igreja, tentando ser sensacionalista ou oportunista, mesmo porque, talvez nem o verdadeiro colostro espiritual que eventualmente temos de beber, trazem mais. Tenho uma história, tenho uma família com valores dignos, venho de um berço não quebrado; eu sei em quem tenho crido.  
Agradeço aqueles que se manifestaram neste fórum acidental em nosso Face e via E-mail, colocando juízos diversos, porém todos alvo das nossas reflexões e crescimento. É assim que se constrói a cultura e a força de um povo !!
Não culpo nem critico os silenciosos de plantão, principalmente pastores e líderes cristãos da nossa cidade, primeiro por que cada um faz da sua vida o que bem entender, e ninguém é obrigado a opinar sobre qualquer assunto, segundo porque reconheço que tudo aconteceu muito rápido, e sei que nem todos estavam e estão preparados para tal posicionamento, todavia sugiro que como líderes que somos, façamos este fórum entre nossas comunidades e círculos de relacionamentos, para termos uma formação de conduta e dizeres mais firmes. Do que jeito que está não dá mais !
Entristece-me ver que pessoas firmaram um grande questionamento e críticas sobre o tema, porém usando de subterfúgios e conversas paralelas. Nem se quer ousaram escrever no meu Face para tecer as críticas que fizeram. Seria muito mais saudável, honroso, limpo e uma prestação de serviço para todos, se debatêssemos tais colocações de forma corajosa e direta.
Quando Jesus chamou os escribas e fariseus de hipócritas, sepulcros caiados, serpente e raça de víboras (Mateus 23:23 27 e 33), será que ele não tinha amor  para dar, será que as suas palavras contradiziam a figura do Filho de Deus, do Salvador do mundo ? O vivo Messias estava sendo incoerente com a sua missão na terra ? Não é porque trazemos a tona questões graves e duras, que não trazemos em nós o amor de Deus. Afirmar isto, é no mínimo trocar conceitualmente o verdadeiro amor por romantismo. Realmente, reconheço que não sou nem um pouco romântico.
Nisto, admiro em muito o pastor assembleiano Silas Malafaia. Apesar de discordar de algumas das suas questões doutrinárias, sem sombra de dúvidas o respeito pela sua ousadia e o seu amor evidente em esclarecer a nossa sociedade das monstruosidades que estão fazendo por aí com a Palavra de Deus e a sua Igreja. Contudo, o seu jeito de amar também não é nem um pouco romântico.
“Bronze que soa ou címbalo que retine” somos quando discursamos contrariedades dos nossos atos, quando vivemos a incoerência do fazer com o ser. Penso que não sou assim, e não preciso provar nada para ninguém de quem sou. Creio que tenho frutos suficientes para evidenciar de que vegetal de tronco lenhoso eu pertenço.
Abro um parêntese aqui, a título de esclarecimento, ressaltando que estas palavras sobre o amor nada tem a ver com o texto que acabo de ler, escrito hoje pelo Pr. Jessé Sobral, da Igreja Assembléia de Deus Betânia, de Piracicaba (SP), no seu Facebook, tendo em vista que tinham sido redigidas nesta manhã de terça-feira.
É real o quanto alguns que deveriam ser mestres, agiram com imaturidade e meninice, tornando afirmativas e questionamentos duros e quem sabe impactantes, um campo de guerra. Pessoas que tentaram, sem conseguir, levar a seriedade do tema ao ridículo do humor impensado.  Se sentiram-se feridas ou ofendidas, então que não dessem a troca na mesma moeda, todavia, do jeito que agiram, onde está a diferença tão indagada ? Em que se acham melhores ?
Dizer que há julgamentos descabidos é no mínimo hilário. Por favor, vamos fazer uma exegese do que e julgar, à análise bíblica, para depois não fazê-lo, sem saber que estão fazendo. Se o que fiz e faço é digno de condenação, então estamos todos condenados, pois o fazemos em todo o tempo.
Todo aquele que defende o cárcere do Dr. José Dirceu e sua gangue, está julgando, afinal nem você e nem eu estávamos lá, junto deles, para verificar se realmente o que dizem que fizeram é verdadeiro. Julgamos por aquilo que ouvimos dizer de todos eles. Quando submetemo-nos a um teste de escola, estamos sendo julgados, quando passamos por uma entrevista de trabalho, alguém está nos julgando, quando pastores dizem “não” para pessoas que desejam descer às águas ainda despreparadas ou ingressar precocemente na sua equipe de liderança, é julgamento puro. Julguem o que julgam ser julgamento, antes de julgarem com jugo. Em João 7:24, Jesus disse: “Não julgueis segundo a aparência , e sim pela reta justiça”.
Em Mateus 10:34 e 39, Jesus disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada... Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perder a vida por minha causa, acha-la-á”. Claro que o texto está “falando” de família, todavia, certamente podemos usar o seu princípio para muitas outras realidades das nossas vidas. Decidi perder a minha vida para achá-la.
Em fevereiro último tive o privilégio de estar em Israel, mais precisamente em alguns lugares de Jerusalém e redondezas, tocando o shofar como ato profético, sinalizando a volta de Jesus Cristo em nossos dias. Quero hoje e sempre soar a trombeta com o shofar da minha voz, da minha mente, dos meus movimentos, sentimentos, dons, intelectualidade, força humana e misericordiosamente divina, sem a pretensão de reinventar algo, apenas despertando o já sabido de todos nós, porém esquecido de muitos.
Penso que vivemos dias em que a comodidade e a zona de conforto de cada um são grandes desafios para mudanças necessárias no meio da Igreja.
A certeza que cresce dentro de mim é que o Corpo de Cristo que somos está doente, muito mais do que imaginava. Se a minha sensação era a existência de um “câncer” nas urnas eleitorais, hoje vejo que é mais do que isto, esta enfermidade está nos altares ditos santos e separados para Deus, quem sabe  no coração de todos.
Domingo preguei na Igreja sobre o “Ide” de Jesus Cristo, relatado em Marcos 16. Se observarmos com mais teor (Versículo 14), veremos que Jesus delega tamanha responsabilidade, pseudoinaugurando a Igreja no mundo, a pessoas (apóstolos) incrédulas e de coração duro. Vejo que somos apenas a continuidade do fraco sendo forte pelo Deus da força, poder e glória.
Quero parabenizar os eleitos neste domingo em nossa cidade, e independente dos meus credos e valores, a partir de agora os respeito como minhas autoridades, e oro a Deus para que cumpram cabalmente o seu tratado político. No entanto, aguardarei confortavelmente a nomeação dos seus assessores, para ver se realmente os apoios religiosos foram apenas um exercício de cidadania ou interesses de alguns pela ocupação salarial ou motivos maiores na Assembleia Legislativa. Vamos aguardar !
Sinto em ver que pessoas capazes não puderam ingressar desta vez, homens e mulheres, do meu círculo de amizades, que fizeram campanhas limpas e coerentes com a sua história, mas não alcançaram votos suficientes. Alguns, talvez inconscientemente, realmente se fizeram “sardinhas para alimentar tubarões”. Sinto pelos oportunistas que se lançaram neste voo, e caíram de paraquedas nos assentos macios e tão desejados da Câmara. Que eles se surpreendam com a vontade justa, verdadeira e apaixonante de legislar, e quem sabe, tornem-se as nossas grandes surpresas no Legislativo.
Sem sombra de dúvidas esta rica experiência trouxe-me muitos ganhos e perdas. Ganhei uma maior visibilidade da situação  da Igreja de Cristo em Piracicaba, ganhei uma maior noção do que a busca do poder é capaz de fazer com o ser humano, adquiri um temor maior de Deus e menor dos homens. Perdi coisas muito preciosas, que talvez nunca mais tenham volta, ou quem sabe, em passos muito lentos: a aliança com homens admiráveis e guerreiros, a amizade com pessoas com as quais chorei, a certeza de que somos uma Igreja frágil, intensamente quebradiça.
Amados, amigos e amantes da reflexão, nunca quis gerar discórdias nem promover dissensões ideológicas  e religiosas. Discussões sim, divisões não, a não ser do santo com o profano, da mentira com a verdade, do verdadeiro com o pretensioso, do certo com o incerto. Apenas fiz o meu desabafo, de coisas que para mim, são claras e urgentemente passíveis de correção da nossa parte. Se queremos uma cidade melhor para se viver, mais do que propostas políticas e políticos, temos de cumprir a verdade que a Palavra de Deus nos ensina, em quaisquer horas, com quaisquer pessoas, de quaisquer maneiras, para qualquer tempo.
Dei a minha cara tapa por que já me fadiguei de presenciar situações por trás dos bastidores, de contemplar o silêncio não tão silencioso assim, de crentes e líderes cristãos andando pelos corredores dos templos ou lugares onde prego e hoje sei que sou “pregado”; fatiguei-me de fazer de conta que somos Filadélfia, enquanto é fato que somos muito bem consolidados e rígidos Laodicéia.
Em breve quero transcrever para todos uma das minhas ministrações (sermões), em que ressalto a ingenuidade nossa em achar que estamos vivendo dias de paz. Como disse o profeta Jeremias (6:14) aos judeus dos seus dias, falando acerca dos profetas da época, “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, quando não há paz”.

Que Deus tenha misericórdia das nossas vidas !

Rev. Saulo Stratico Jardim – Igreja do Nazareno Jardim Elite (09/10/12)

Última atualização em Ter, 09 de Outubro de 2012 20:52
 
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