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"Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Oséias 6:3)
Eleições 2012 - Tem misericórdia de nós Senhor ! (03/10/12)
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Escrito por saulo   
Qua, 03 de Outubro de 2012 20:09

Estamos chegando na reta final dos dias que antecedem as eleições de 2012, e confesso não ver a hora de tudo acabar.
Certamente esta é a eleição que mais me decepcionara em quase tudo que tenho visto, principalmente em ver a grande quantidade de pastores se candidatando às funções políticas, e pior, fazendo a sua publicidade como candidato, ressaltando o seu ministério pastoral. Poderiam pelo menos confeccionarem seus “santinhos”, ou “profetinhas”, como dizem por aí, sem usarem o “título” de pastor.
Gente que se diz comprometida com a santidade divina, com a verdade da Palavra de Deus, usando os púlpitos para se promoverem e fazerem o seu comercial. E a lei que nos resguarda de tudo isto ? Se ainda, sem legislarem já estão assim, imaginem depois. Não seria interessante já começarem pelo menos respeitando as leis vigentes ?

 

Fico pensando em minha vida ministerial tão corrida, tão cheia de compromissos, responsabilidades com a Igreja, família e famílias, pessoas, atendimentos em gabinete, visitas nos lares, funerais, celebrações de matrimônio, estudos da Palavra..., e de repente uma enxurrada de pastores se candidatando. Pergunto-me como seria um ministério cujo pastor é vereador ou prefeito ? Que tempo ele teria para a Igreja e para a sociedade em geral ? Não seria esta uma grande incoerência com as Escrituras, já que Jesus disse no Evangelho de Mateus (9:37) que “A Seara na  verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos”.
Quais as chances dele fazer um bom trabalho em cada dever assumido. Como seria a saúde espiritual das suas ovelhas daqui a alguns meses ou anos ?
Ao invés de buscarem uma vida melhor para todos desta forma, via política, não seria mais coerente buscarem em jejum, em oração, e maior intimidade com o Pai ?
É vergonhoso e bastante visível o quanto muitos não têm condições para isto, são imaturos, inexperientes, e correm atrás de interesses que estão aquém ou além de servir a sociedade. Pessoas, que conscientes ou inconscientes, estão servindo de trampolins, não mais do que isto, para “tubarões” da política entrarem, favorecendo assim as pontuações coligadas e partidárias.
Vergonhoso, tanto quanto, são os pastores e líderes cristãos que não têm coragem ou oportunidade de se candidatarem, e ficam fazendo “alianças”, oferecendo “seus púlpitos” para palanques eleitorais, em troca de favores no presente e no futuro. Para mim, esta correlação de Igreja com a Política, expressa nos altares, não passa de acordos antiéticos, imorais e sem sombra de dúvidas, irresponsáveis. Um comportamento nocivo ao Corpo de Cristo, do qual faço parte e por isto vejo-me na liberdade e direito de tecer tais palavras.
Mais felizes seriamos se jamais nos esquecêssemos das Palavras de Mateus (10:16), quando Jesus disse “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto,  prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. Cadê a prudência destes homens, o zelo com o rebanho que Deus colocou em nossas mãos, o cuidado com as vidas... ?
Ressalto que o ministério pastoral provoca voluntária e involuntariamente nas “ovelhas”, um senso de confiança e respeito bastante grande, e que usar das nossas opiniões políticas pessoais publicamente, pode influenciar diretamente as decisões da cada ovelha, contudo, quem diz que as nossas opiniões estão certas e serão benéficas para todos. Até que ponto nossos pontos de vistas políticos, sem a seguridade da Bíblia, estão coerentes com a vontade de Deus ? Falar por nós mesmos é muito diferente de falarmos pelos outros. E se estes políticos que muitos pastores estão apoiando agora, nos púlpitos das igrejas, fizerem um péssimo trabalho, quem dará conta de tudo isto para Deus ? Quem responderá pelos prejuízos sofridos pela sociedade em geral ? Talvez não estejamos diante de um “voto cabresto”, mas quem sabe um “voto cajado”, como li recentemente.
Lembremos o que disse o Senhor aos judeus no deserto, quando estavam a caminho de conquistar a terra “prometida”, dos pagãos: “Não farás aliança alguma com eles, ou com os seus deuses” (Êxodo 23:32).
É sabido que muitos homens de Deus na Bíblia se envolveram com a política dos seus dias: José, Davi, Daniel e seus amigos, Neemias..., dentre muitos outros, contudo, foram homens direcionados e capacitados por Deus. E estes “homens de Deus” dos nossos dias, será que estão sendo direcionados pelo Senhor ? Será que Deus os tiraria da obra, ainda que em tempo parcial, para governar secularmente ? Teriam eles a coragem de abrirem mão do seu ministério para trabalhar integralmente no governo ? Por sua vez, seria isto uma atitude correta, tendo em vista que o nosso ministério pastoral é, antes de tudo, um chamado divino. Chamou-nos então Deus, à toa ? Estas e tantas outras perguntas me incomodam e talvez nunca tenham respostas claras.
Deixo aqui o meu protesto e a minha indignação quanto às eleições de 2012 em nossa cidade, e peço a todos, cristãos evangélicos e não evangélicos, que vigiem, não se vendam, nem se rendam aos laços afetivos com algum candidato, à submissão às nossas autoridades eclesiásticas, às propostas dirigidas a pequenos grupos (isto é imoral !), aos favores ditos “certos” ou éticos, mas que certamente estão longe de uma política justa e imparcial.
Não sou contra evangélicos na política, mas tenho muitas ressalvas, quem sabe quase todas, em pastores assumirem estas funções, abrindo mão de um chamado maior, divino, santo e único, e usando da sua “autoridade espiritual” para tanto. Sinto-me enojado em ver a fusão da religião com a política, como nos tempos antigos, depois que muitos homens de Deus pagaram um alto preço por nós, morreram por nós, para nos livrarem deste julgo e opressão, trazendo-nos a liberdade de cultuarmos a Deus, sem a intervenção direta do governo. É o vômito tendo mais sabor que o manjar.
Cuidado, muito cuidado com pastores candidatos (salvo algumas poucas exceções, e PERDOEM-ME OS HONESTOS, PUROS E SINCEROS DE CORAÇÃO), que estão se aproveitando da sua pseudonotoriedade cristã ministerial para angariar benefícios em seu próprio interesse, deixando de lado e de longe os valores  morais, santos, justos, verdadeiros e inegociáveis. Pastores que estão se aproveitando da ingenuidade e boa fé de seus rebanhos, tosquiando a pureza e boa intenção de todos, para a autopromoção e valorização da sua vaidade de poder e liderança.
Salomão, em suas sábias palavras disse: “Não havendo sábia direção, cai o povo...”.
Como sempre digo no púlpito da Igreja que pastoreio, “cada ovelha tem o pastor que merece”.
De que adianta orarmos pela transformação do nosso país, pela cura e libertação dos nossos governantes nas esferas estadual e federal, se um grande “câncer” político pode estar sendo cultivado nas urnas das nossas zonas eleitorais municipais, onde você e eu estaremos votando brevemente ?
Para que vibrar tanto com as condenações dos partícipes do “mensalão”, se não vigiamos quanto aos oportunistas de “terninho azul” diante dos nossos olhos, misturando Palavra com vocábulos frágeis, sem conteúdo e muito questionáveis.
Oremos mais, clamemos mais ao Senhor, busquemos mais a Sua face, deixemos que o Seu Espírito abra os nossos olhos e ouvidos espirituais, e traga-nos a direção certa nestas eleições.
Vote com mais consciência e responsabilidade. Chegue às urnas de joelhos dobrados e braços levantados.
Que Deus tenha misericórdia das nossas vidas, hoje e sempre. Amém !!

Última atualização em Qua, 03 de Outubro de 2012 20:15
 
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